Quando a pandemia do Covid-19 foi anunciada em Pernambuco, uma imagem no letreiro do Cinema São Luiz, equipamento cultural gerido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) que fica localizado na Rua da Aurora, no Recife, emocionou quem viu e repercutiu entre os amantes da sétima arte: “Cuidem-se. Em breve estaremos juntos”, prometia o texto bem antes de vivermos as quarentenas e o isolamento social. De lá pra cá foram quase dois anos de funcionamento interrompido, em decorrência da pandemia e de algumas obras que precisavam ser realizadas no prédio, mas agora o Cinema São Luiz está novamente de portas abertas para o povo pernambucano, justamente às vésperas de completar 70 anos, comemorados em setembro próximo.
A reabertura oficial está marcada para esta quinta-feira (24) e durante toda a semana, até 2 de março, fãs do cinema terão a chance de conferir uma programação com seis filmes, dos quais três são inéditos: “A Ilha de Bergman“, da francesa Mia Hansen-Løve; “Um Herói“, do iraniano Asghar Farhadi; e “Seguindo Todos os Protocolos“, do pernambucano Fábio Leal. Os outros três são “A Felicidade das Pequenas Coisas”, de Pawo Choyning Dorji. “Rio de Vozes”, de Andrea Santana e Jean-Pierre Duret; e “As Aventuras de Gulliver”, de Ilya Maksimov.

Na sessão de reabertura, na quinta-feira (24), será exibido “A Ilha de Bergman“, filme presente na competição oficial do Festival de Cannes 2021. A diretora Hansen-Løve (de Adeus, Primeiro Amor e Eden) nos coloca na ilha de Faro, o retiro do deus sueco Ingmar Bergman para contar a história de um casal de realizadores (Tim Roth e Vicky Krieps) trabalhando num novo roteiro enquanto eles próprios vivem uma crise conjugal.
Também na quinta (24), antes da sessão das 19h de “A Ilha de Bergman“, o Governo de Pernambuco, por meio da Fundarpe, prestará uma homenagem ao professor Geraldo Pinho, programador do Cinema São Luiz falecido em novembro do ano passado, e que marcou a história do cinema pernambucano. Na ocasião, a família de Geraldo Pinho receberá uma placa homenageando o trabalho dele para o audiovisual pernambucano e brasileiro.
“Geraldo Pinho foi um programador que entendia muito da parte técnica, de como operar um cinema, além de conhecer por dentro a produção audiovisual do Brasil. Com esse conhecimento e muita sensibilidade, realizava uma integração entre realizadores e público, deixando um legado imensurável ao cinema pernambucano”, destaca Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe.





