O preconceito que ainda existe entre os homens na faixa etária adequada para o exame de próstata é um dos principais impedimentos da prevenção ao câncer no órgão. Somado a isso, a falta de uma rotina médica também proporciona um risco maior, já que, culturalmente, vários homens deixam de lado os cuidados com a saúde e procrastinam esses agendamentos.
E os exames de imagem são fundamentais nesse contexto. Após a consulta com o urologista e exames laboratoriais solicitados, como o de sangue, alguns procedimentos solicitados ampliam a efetividade do diagnóstico, caso seja necessário. De acordo com o médico Daniel Rocha, especialista em Diagnóstico por Imagem da Manoel Florêncio Diagnósticos, a partir dos 40 anos eles já devem fazer parte do calendário anual na saúde masculina.
“Exames de imagem, como a ultrassonografia e a ressonância multiparamétrica da próstata auxiliam na prevenção e detecção precoce. Caso o médico suspeite de uma gravidade maior, também pode ser feita uma biópsia com a fusão de imagem guiada pela ressonância magnética, gerando uma grande precisão e formando um diagnóstico mais efetivo”, explica.

Para o médico Manoel Florêncio, o homem deve assumir a responsabilidade de prevenir a doença e deixar o preconceito de lado. “Vai depender única e exclusivamente do homem fazer a prevenção, detectando possibilidades do câncer ainda cedo. A prevenção se faz no tripé que compõe o toque retal, o exame de sangue PSA e a ultrassonografia. É o alerta que fazemos aos homens: deixem a vergonha e o preconceito de lado e façam os exames necessários”, frisou.
Números preocupam
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, a estimativa mundial aponta o câncer de próstata como o segundo mais frequente em homens no mundo. Foram estimados 1.280 mil casos novos para este ano, o equivalente a 7,1% de todos os valores de cânceres considerados.





