A terceira edição do Festival Pernambuco Meu País chegou ao fim neste domingo (30), em Caruaru, tendo a música como fio condutor de uma noite marcada pelo encontro entre tradição, poesia, memória e diferentes gerações da música brasileira.

No Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, o Palco Pernambuco Meu País recebeu cinco shows que percorreram sonoridades distintas e traduziram, em suas próprias linguagens, a diversidade que esteve no centro da programação do festival ao longo de sua circulação pelo Estado. Na cidade de fechamento, a última noite reuniu Banda de Pífanos Zé do Estado, Farra dos Poetas, Santanna O Cantador, O Grande Encontro, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, e Calcinha Preta, atravessando a cultura popular, o forró e grandes referências da música brasileira.
Abrindo a programação musical do palco, a Banda de Pífanos Zé do Estado levou para o Pátio de Eventos Luiz Gonzaga a sonoridade profundamente vinculada à tradição do Agreste. Entre pífanos, zabumba e outros elementos da música popular nordestina, a apresentação colocou no centro da cena uma manifestação que atravessa gerações e permanece viva como parte da identidade cultural da região.

Na sequência, o grupo Farra dos Poetas acrescentou à noite uma dimensão marcada pela palavra, pela improvisação e pelo diálogo com a poesia popular. A apresentação transformou o palco em espaço de encontro entre versos, música e grande participação do público.
Com Santanna O Cantador, o forró ganhou protagonismo no palco e conduziu a noite por um repertório ligado às paisagens, aos afetos e às histórias do Nordeste. Em Caruaru, território onde o forró ocupa lugar fundamental na identidade cultural, o show ganhou ainda uma dimensão simbólica ao integrar a programação que marcou o encerramento da circulação do festival pelo Estado.

Um dos momentos mais aguardados da noite foi protagonizado por O Grande Encontro, reunião histórica de Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. No palco, três trajetórias fundamentais da música brasileira se encontraram novamente diante de um público que acompanhou canções que marcaram décadas e permanecem presentes no imaginário afetivo de diferentes gerações. O show combinou a personalidade artística de cada um dos três intérpretes com a força coletiva de um encontro que se tornou referência na música brasileira, transitando pelo forró, frevo, xote, baião e outras matrizes sonoras nordestinas.
Fechando a programação do Palco Pernambuco Meu País e também a agenda musical da terceira edição do festival, Calcinha Preta levou ao Pátio de Eventos Luiz Gonzaga a dimensão popular e massiva do forró eletrônico. A banda encerrou a noite com um repertório que reúne sucessos marcados pela presença no imaginário de gerações de fãs e por uma trajetória que ajudou a consolidar o gênero em todo o país. Entre grandes refrões, romantismo e a energia característica de suas apresentações, o grupo colocou o público para cantar e dançar, criando o clima de celebração que marcou os minutos finais do festival.






