No próximo dia 27, a banda The Rossi apresenta o novo projeto após a morte de Reginaldo Rossi pela primeira vez em Caruaru. O grupo se apresenta na Feijoada em Cartaz no Maria José 2 com um show especial. Os ingressos para o evento já estão sendo vendidos que conta ainda com as atrações: Beto Barbosa e a banda Santa Clara. A festa será all incluse com uísque Chivas e espumantes Chandon. Em entrevista para a jornalista Joalline Nascimento, do Jornal Extra de Pernambuco, o tecladista do conjunto, Marcílio Alves, contou detalhes do show. Confira:

JORNAL EXTRA – O que a The Rossi está preparando para a Feijoada em Cartaz?
MARCÍLIO ALVES – O que a gente está preparando, na verdade, é a essência que Reginaldo Rossi tinha, tudo de bom o que ele oferecia. Que, às vezes, até ele mesmo esquecia, de tanta coisa boa que ele possuía. Com ele nós fazíamos um show de uma hora e meia. Mas, após montarmos a The Rossi, começamos a nos preparar para uma apresentação de duas horas. Nosso show será bem dançante, bem animado. Também vamos fazer uma homenagem específica para Reginaldo Rossi com a música “Garçom”, que o tornou conhecido nacionalmente, e “A raposa e as uvas”, que era a música que ele mais amava.
JORNAL EXTRA – Como a banda The Rossi surgiu?
MARCÍCLIO ALVES – O filho de Reginaldo, Roberto, e o empresário Sandro Nóbrega foram os idealizadores da The Rossi. Nosso objetivo é fazer um resumo das músicas mais importantes do Rei para continuar divulgando o trabalho dele, mesmo após sua morte. Deixando bem claro que não fazemos o trabalho de cover. Esse tipo de banda existe em todo país. Nosso grupo tinha cinco pessoas e contratamos mais um cantor. Mas, nunca, nenhum de nós imita Rossi. Ele é singular, insubstituível. No momento em que Reginaldo faleceu, assumimos essa responsabilidade de seguir mostrando o trabalho dele. Não queríamos que a obra de Rossi caísse no esquecimento. Reginaldo Rossi é como Luiz Gonzaga e Dominguinhos: não tem outro à altura.

JORNAL EXTRA – Será a primeira vez que a banda vai se apresentar como The Rossi em Caruaru?
MARCÍLIO ALVES – Sim, é a primeira vez. Assim como foi em Garanhuns, Recife e São Paulo.
JORNAL EXTRA – Como é que o público está recebendo o grupo sem a presença de Reginaldo Rossi?
MARCÍLIO ALVES – Por ironia do destino, há uma casa de show em Recife, que é uma das mais requisitadas não só da cidade como também do Estado. Esse local sempre foi um dos preferidos de Reginaldo Rossi. O dono dessa casa sempre queria que o Reginaldo se apresentasse lá. Quando ele contratou o Rossi pra fazer apresentações no local já foi perto do dia da morte do Rei. A última apresentação dele foi num sábado, justamente nessa casa de Recife. E lá, também, foi a primeira vez que a banda se apresentou como The Rossi. É uma boa coincidência. Naquele momento, o público nos acolheu bastante bem. E, desde então, vem sendo sempre assim.
JORNAL EXTRA – Quais são os projetos futuros da banda?
MARCÍLIO ALVES – Pretendemos lançar um CD com uma ou duas músicas inéditas, mas sem fugir da essência de Reginaldo. Além de, é claro, regravar algumas músicas do Rei. Também será lançado um DVD, que foi gravado em Garanhus.





